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O chefe da Organização Marítima Internacional, Arsenio Dominguez, afirmou nesta segunda-feira, 9, que pelo menos sete marinheiros, de diferentes nacionalidades, foram mortos perto do Estreito de Ormuz. Ele disse que os marinheiros foram mortos em ataques "recentes" a navios mercantes. Segundo Dominguez, vários outros marinheiros ficaram feridos, "alguns deles gravemente".
Ele não revelou quem estava por trás dos ataques e pediu que as empresas de navegação tenham "o máximo de cautela" na região. Ele disse que todas as partes devem respeitar a liberdade de navegação.
O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas globais de transporte de petróleo e gás natural. A guerra no Oriente Médio elevou a preocupação sobre eventuais interrupções na navegação e o impacto nos mercados de energia e no comércio internacional.
O Irã chegou a anunciar na semana passada que fechou o Estreito de Ormuz e ameaçou incendiar qualquer navio que tentasse passar. Em seguida, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Marinha americana poderia escoltar petroleiros através de Ormuz "se fosse necessário" e que tinha ordenado à Corporação Financeira de Desenvolvimento dos Estados Unidos (DFC) para fornecer seguro contra riscos políticos e garantidas para a segurança financeira de todo o comércio marítimo a um preço "muito razoável".
Nesta segunda-feira, 9, o presidente da França, Emmanuel Macron, prometeu reforçar a defesa de Chipre e anunciou uma iniciativa liderada por Paris para escoltar navios petroleiros e de gás com o objetivo de reabrir gradualmente o Estreito de Ormuz após a fase mais intensa do conflito.
Macron também anunciou o envio de navios de guerra e outros meios militares ao Mediterrâneo Oriental, após um ataque com drone atingir uma base aérea britânica em Chipre na semana passada. O líder francês afirmou que a mobilização militar busca reforçar a proteção de aliados europeus diante do risco de ampliação do conflito envolvendo o Irã.
A União Europeia também afirmou estar preparada para reforçar suas missões de proteção do tráfego marítimo em meio à escalada da guerra no Oriente Médio e aos riscos para cadeias globais de abastecimento e segurança energética.
Também nesta segunda, o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, criticou as iniciativas ocidentais para garantir a segurança no Estreito de Ormuz em meio à escalada militar no Oriente Médio. Em publicação no X, ele afirmou que é "improvável que qualquer segurança seja alcançada no Estreito de Ormuz sob o fogo da guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel na região".
Larijani acrescentou que a estabilidade na via marítima estratégica também não pode depender de atores que, segundo ele, ajudaram a alimentar o conflito. Segundo ele, a segurança do local é improvável "especialmente se isso depender de partes que não estiveram distantes de apoiar essa guerra e contribuir para alimentá-la", escreveu.
*Com informações de agências internacionais.
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