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O governo da China negou nesta terça-feira (16) acusação da União Europeia (UE) de que militares chineses teriam treinado soldados russos para atuar na guerra da Ucrânia, classificando a alegação como infundada, durante entrevista coletiva regular do Ministério das Relações Exteriores chinês.
O porta-voz Lin Jian respondeu a comentários feitos na segunda-feira (15) pela chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas. Após reunião dos ministros das Relações Exteriores do bloco, Kallas afirmou que a UE havia "verificado relatos" de que militares chineses estariam treinando pessoal russo para combater na Ucrânia.
Questionado sobre a declaração, Jian rebateu de forma sucinta. "Tais suposições não têm absolutamente nenhuma base factual e não passam de difamação", disse o porta-voz.
A acusação surgiu em meio ao endurecimento da postura europeia em relação a Pequim. Na segunda-feira, Kallas afirmou que a China continua sendo um "facilitador decisivo" da guerra da Rússia contra a Ucrânia e anunciou que a UE incluiu entidades chinesas em uma nova rodada de sanções.
Segundo a diplomata europeia, os ministros do bloco discutiram ainda formas de combater atividades de desinformação atribuídas à China e de reforçar cadeias de suprimentos ligadas à defesa. Kallas disse que o bloco está avaliando as implicações dos supostos treinamentos de militares russos por forças chinesas.
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