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Coreia do Norte testa míssil balístico dias antes de exercícios de EUA e Coreia do Sul

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A Coreia do Norte lançou nesta quinta-feira (6) um míssil balístico de curto alcance em direção ao mar, segundo autoridades de países vizinhos, retomando os testes de armamentos dias antes de Estados Unidos e Coreia do Sul iniciarem seus exercícios militares anuais, que Pyongyang classifica como um ensaio de invasão.

O disparo, a partir da área costeira de Wonsan, no leste do país, foi detectado por volta das 17h (horário local), informou o Estado-Maior Conjunto sul-coreano. As Forças Armadas da Coreia do Sul disseram ter reforçado a vigilância e estar coordenando de perto a resposta com EUA e Japão.

O ministro da Defesa do Japão, Shinjiro Koizumi, afirmou que o míssil caiu nas águas ao largo da costa leste norte-coreana e que não há relatos de que tenha alcançado território japonês.

Koizumi disse que os lançamentos recorrentes de mísseis pela Coreia do Norte representam ameaça ao Japão e à região e que Tóquio apresentou protesto a Pyongyang por meio das embaixadas em Pequim. Já o Conselho de Segurança Nacional da Presidência sul-coreana classificou o lançamento balístico como uma "provocação" que viola resoluções do Conselho de Segurança da ONU e pediu que o governo norte-coreano interrompa esse tipo de ação.

Foi o primeiro lançamento balístico norte-coreano desde o fim de junho, quando o país testou um míssil balístico tático com ogiva de "missão especial", além de outros armamentos. Após acompanhar os testes, o líder Kim Jong Un disse que as Forças Armadas precisavam reforçar sua "postura ofensiva mortal e destrutiva".

O teste desta quinta-feira ocorre antes de exercícios anuais de grande escala que serão realizados pelas forças dos EUA e da Coreia do Sul ainda neste mês. Autoridades americanas e sul-coreanas dizem que o treinamento tem caráter defensivo, mas Pyongyang afirma que as manobras simulam uma invasão e frequentemente responde com novos testes de mísseis.

Autoridades sul-coreanas e americanas ainda não divulgaram detalhes do exercício conjunto deste ano, mas as manobras costumam ocorrer na segunda metade de agosto.

Kim tem priorizado a ampliação do arsenal nuclear desde o colapso, em 2019, de sua diplomacia de alto nível com o presidente dos EUA, Donald Trump. Especialistas afirmam que Kim busca reconhecimento internacional como potência nuclear para pressionar pelo fim das sanções econômicas internacionais contra a Coreia do Norte.

Resoluções do Conselho de Segurança da ONU proíbem a Coreia do Norte de realizar lançamentos envolvendo seu vasto estoque de mísseis balísticos. Testes de outros armamentos, como mísseis de cruzeiro e sistemas de artilharia, não são vetados, mas especialistas dizem que, ainda assim, representam desafio de segurança para a Coreia do Sul e os EUA.

No início de julho, Kim supervisionou testes de um míssil de cruzeiro com capacidade nuclear a bordo de um destróier. Após anos priorizando o desenvolvimento de mísseis balísticos, Kim tem direcionado cada vez mais atenção às capacidades navais, incluindo a construção de um submarino de propulsão nuclear.

Nos últimos anos, Kim também reforçou sua posição diplomática ao ampliar a cooperação com a Rússia. A Coreia do Norte forneceu armas convencionais e tropas a Moscou para apoiar a guerra contra a Ucrânia.

Kim ainda tem defendido aprofundar a cooperação com a China, principal sustentação econômica do país. O presidente chinês, Xi Jinping, visitou Pyongyang em junho, pela primeira vez em sete anos.

Em resposta a reiteradas sinalizações de Trump para retomar a diplomacia, Kim indicou que conversas podem ser reiniciadas se os EUA abandonarem a exigência de desnuclearização norte-coreana como condição prévia. Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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