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Dino: é tradição do STF ser deferente a outros países; às vezes, o mesmo não se verifica

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino disse que é "uma tradição" do Brasil e da Corte respeitar a jurisdição de outros países, mas que, às vezes, essa deferência não é observada por outras nações. Também destacou que "nunca nos colocamos na posição de juízes dos outros juízes dos outros países".

Na última sexta-feira, 12, a Justiça da Itália apontou uma suposta parcialidade do ministro Alexandre de Moraes no julgamento da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), para anular a sentença de extradição da ex-parlamentar da Europa para o Brasil.

"É da tradição deste Supremo Tribunal Federal ter uma atuação profundamente deferente em relação às jurisdições dos outros países. Às vezes, o mesmo não se verifica. Às vezes, tal deferência não se faz observar", pontuou Dino, ao votar em ação penal que acusa o ex-deputado Eduardo Bolsonaro de coação no curso do processo.

E acrescentou: "Este Supremo, com muita velocidade e com muita presteza, examina pedidos de prisão preventiva e extradição, examina pedidos de extradição e nunca nos colocamos na posição de juízes dos outros juízes dos outros países."

Dino ainda disse ver uma "tentativa de descredibilização do poder Judiciário" em todo o mundo, mas destacou que isso acontece no Brasil "numa intensidade talvez incomparável". "Poucos países do mundo têm hoje a intensidade, a repetição da agressividade contra a sua Corte Suprema como acontece no Brasil", afirmou.

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