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O secretário de Estados dos EUA, Marco Rubio, disse nesta terça-feira, 5, que os militares americanos irão responder a qualquer ataque do Irã às embarcações que estão sendo escoltadas no Estreito de Ormuz, afirmando que a chamada Operação Liberdade tem um viés defensivo.
"Esta não é uma operação ofensiva. É uma operação defensiva e isso significa algo muito simples: não haverá disparos a menos que sejamos atacados primeiro. Não estamos atacando ninguém, mas, se eles nos atacarem ou atacarem um navio, é preciso responder", disse Rubio em coletiva de imprensa.
O chefe da diplomacia americana também acusou o Irã de colocar minas marítimas na passagem marítima, o que segundo ele não tem respaldo no direito internacional, e disse que dois navios já atravessaram o Estreito de Ormuz sob a supervisão americana.
"Nosso objetivo é criar uma bolha de proteção em Ormuz", explicou Rubio. "O Irã está dizendo que irá fechar o Estreito e que cobrará por isso, o que é absurdo. Ninguém concordaria com isso"
Rubio ressaltou que ainda há um caminho diplomático com o Irã que pode ser perseguido. Segundo ele, os enviados americanos Steve Witkoff e Jared Kushner "estão trabalhando duro" em uma solução negociada e o Irã precisa voltar à mesa de negociações e aceitar os termos propostos. "O Irã pode ter um programa nuclear civil, mas para isso não é necessário enriquecer urânio", afirmou.
Segundo o diplomata, a Operação Fúria Épica, iniciada no dia 28 de fevereiro, está encerrada e agora os Estados Unidos estão focados na liberação do Estreito de Ormuz com a Operação Liberdade. "Vamos ao Conselho de Segurança da ONU para que o Irã seja responsabilizado pelo que está fazendo em águas internacionais".
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