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Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 10, mostra que 55% dos entrevistados acredita que o novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil irá prejudicar sua vida. Para 37%, a nova rodada de tarifas adicionais não deve prejudicar sua vida.
No início de junho, os EUA anunciaram a imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre parte das importações brasileiras, alegando práticas comerciais consideradas desfavoráveis aos interesses americanos.
Questionados sobre com quais dos pré-candidatos à eleição presidencial concordam mais em relação a esse tema, 47% dos entrevistados responderam que concordam mais com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que acusa seu principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL) de ter pedido o novo tarifaço ao Brasil.
Outros 35% dizem concordar mais com Flávio, que diz que pediu ao presidente dos EUA, Donald Trump, para não impor novas tarifas ao Brasil.
Para 47% dos entrevistados, o presidente Lula representa melhor o discurso de patriotismo e defesa dos interesses do Brasil, acima da porcentagem atribuída a Flávio Bolsonaro (37%).
A pesquisa também questionou se o tarifaço aumenta a vontade de votar em algum dos candidatos. Para 39% a imposição das tarifas aumenta a vontade de votar em Lula, contra 30% que dizem que a medida aumenta a vontade de votar em Flávio Bolsonaro.
PCC e CV
O levantamento também ouviu os entrevistados sobre a recente decisão do governo americano de classificar as organizações criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas.
Para 45% dos entrevistados o governo dos EUA deve classificar essas organizações criminosas como terroristas. Para 60%, é o governo brasileiro que deveria classificá-las como terroristas.
Entre os participantes, 47% avaliam que Flávio Bolsonaro teve influência nessa classificação, enquanto 37% acredita que o senador não teve influência.
Para 53%, essa classificação do governo americano irá prejudicar bancos e empresas brasileiras. Outros 34% avaliam que não haverá prejuízos.
A margem de erro estimada é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada entre os dias 5 e 8 de junho, com 2.004 entrevistas presenciais. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07661/2026.
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