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Helicóptero envolvido em acidente com 6 mortes no Rio foi autuado em 2025

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O helicóptero PP-MAC envolvido na colisão com outra aeronave que deixou 6 mortos, domingo, 14, no Rio de Janeiro, foi autuado em 2025 durante operação contra o transporte aéreo clandestino. A empresa proprietária da aeronave foi multada em R$ 8 mil e incluída na lista de monitoramento da unidade de fiscalização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A reportagem entrou em contato com a Turfik Comércio de Frutas e com seu proprietário, Oswaldo de Luca Junior, donos do helicóptero, mas não obteve retorno.

O acidente aconteceu na manhã de domingo, no Recreio dos Bandeirantes, zona sudoeste do Rio. Segundo o Corpo de Bombeiros, os helicópteros se chocaram no ar e caíram em um pátio com carros elétricos estacionados no Recreio dos Bandeirantes. Uma das aeronaves explodiu ao bater no chão e as chamas se alastraram pelos veículos. As baterias elétricas também explodiram. Ao menos 20 carros foram atingidos.

Cinco das vítimas fatais estavam no PP-MAC. Entre os mortos no acidente estão o cantor e produtor americano Oliver Tree e o youtuber argentino, seguidos por milhões de pessoas em redes sociais.

Conforme a Anac, a aeronave PP-MAC foi autuada por recusa de informações à agência durante a 'Operação Voe Seguro" realizada nos aeródromos do Estado do Rio de Janeiro, em 2025 e 2026. Nessas fiscalizações, a aeronave não foi encontrada. Embora estivesse em situação de voo regular, a PP-MAC não tinha autorização para operar como táxi aéreo.

A agência informou que apura todas as informações de sua competência a respeito das circunstâncias da operação envolvendo as aeronaves PP-MAC e PR-DJJ - o outro helicóptero envolvido no acidente -, o que abrange levantamento e análise de dados sobre a regularidade das aeronaves, dos pilotos e do tipo de operação realizada. "Ambas as aeronaves estavam regulares para realizar voos na modalidade de aviação privada, ou seja, em benefício exclusivo próprio do operador ou proprietário, bem como seus convidados, não podendo ser remunerados ou compensados financeiramente por terceiros", disse, em nota.

No segundo helicóptero, estava apenas o piloto, que não sobreviveu à queda da aeronave. Segundo a agência, o que se pretende identificar é se algum dos helicópteros operava em segmento distinto daquele autorizado pela Anac, como o remunerado (táxi-aéreo), o que caracterizaria transporte aéreo clandestino. "Para operar nesse segmento, o piloto e a aeronave devem estar vinculados a uma empresa de táxi-aéreo certificada", acrescenta.

Já as causas do acidente são investigadas pela Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Além da apuração conduzida pelo Cenipa, o acidente é investigado também pela Polícia Civil, através da 42.ª DP (Recreio dos Bandeirantes).

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