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O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, alertou que uma escalada militar pelos Estados Unidos poderá atingir a infraestrutura energética e os mercados globais. Em publicação no X nesta quinta-feira, 11, ele afirmou que "estratégias equivocadas e decisões impulsivas vão reiniciar todo o tabuleiro para pior, explodir a infraestrutura e os mercados de energia e criar um atoleiro sem fim". Segundo Ghalibaf, os EUA poderão ficar presos ao conflito por anos e, nesse cenário, "verão um Irã diferente".
A advertência foi reforçada por Ebrahim Azizi, presidente da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano. Durante cerimônia em homenagem ao ex-chefe das Forças Armadas Mohammad Bagheri, Azizi afirmou que o Irã dará uma resposta firme a qualquer ação ou ameaça contra o país. Ele acrescentou que as Forças Armadas estão no mais alto nível de prontidão e que eventuais ações contra a República Islâmica receberão uma reação capaz de marcar a história.
Mais cedo, uma reportagem da CNN informou que o presidente dos EUA, Donald Trump, ficou irritado por considerar que Teerã e a imprensa não enxergaram os recentes ataques americanos como suficientemente poderosos. Segundo a emissora, citando fontes familiarizadas com o assunto, o presidente ordenou uma segunda rodada de ataques nesta semana na tentativa de pressionar os líderes iranianos a aceitar um acordo para encerrar as hostilidades.
A CNN também informou que planos para capturar ou neutralizar a Ilha de Kharg, principal centro de exportação de petróleo do Irã, vêm sendo estudados há meses, mas foram repetidamente arquivados por serem considerados excessivamente arriscados. A ideia foi ventilada mais cedo por Trump em publicação na Truth Social e em entrevista à Fox News.
De acordo com autoridades ouvidas pelo veículo, a Casa Branca e o Pentágono tratam uma eventual operação contra Kharg como uma alternativa extrema, diante do risco de elevadas baixas americanas e de uma escalada ainda maior do conflito.
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