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O Exército israelense anunciou neste domingo, 14, que lançou ataques contra Beirute, mirando infraestrutura do Hezbollah. Era possível ver fumaça subindo sobre a capital libanesa.
O gabinete do primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, disse que os ataques foram uma resposta a ações do Hezbollah no norte de Israel.
Quando Israel atacou os subúrbios de Beirute pela última vez, uma semana atrás, o Irã respondeu com ataques contra Israel.
Teerã, principal apoiador do Hezbollah, afirmou que qualquer acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã também deve incluir o fim dos ataques israelenses no Líbano.
O Hezbollah disparou mísseis contra Israel em 2 de março, dois dias após os EUA e Israel atacarem o Irã, desencadeando uma guerra no Oriente Médio.
Avanço em direção a um acordo
O Irã e os Estados Unidos avançaram um pouco mais em direção a um acordo para encerrar a guerra com o Irã, enquanto mediadores do Catar viajaram a Teerã no domingo para finalizar o entendimento, segundo dois funcionários regionais.
Os funcionários, que falaram sob condição de anonimato por não estarem autorizados a se pronunciar à imprensa, expressaram otimismo cauteloso de que EUA e Irã finalmente estariam se aproximando de um acordo que poderia interromper as hostilidades - que já mataram milhares de pessoas - e reabrir o Estreito de Ormuz, cujo fechamento levou os mercados globais ao caos.
O presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmaram no sábado que o acordo seria assinado no domingo, enquanto o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, disse que isso poderia ocorrer nos próximos dias. Trump afirmou que o Estreito de Ormuz seria reaberto imediatamente após a assinatura.
O presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmaram no sábado que o acordo seria assinado no domingo, enquanto o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, disse que isso poderia ocorrer nos próximos dias. Trump afirmou que o Estreito de Ormuz seria reaberto imediatamente após a assinatura.
O acordo deve ser assinado de forma eletrônica, sem cerimônia presencial, embora não esteja claro quando ou como a assinatura ocorrerá.
Questões nucleares e outras ainda a serem finalizadas
O acordo não resolve os pontos mais sensíveis entre EUA e Irã, incluindo o programa nuclear iraniano ou seus ativos congelados, mas estabelece uma estrutura de 60 dias para discussões técnicas sobre esses temas, segundo autoridades paquistanesas e regionais envolvidas nas negociações, que falaram sob condição de anonimato por não estarem autorizadas a se manifestar publicamente. Essas autoridades descreveram um esforço de meses liderado pelo Paquistão, tentando evitar que ambos os lados abandonassem as negociações, o que já quase levou a um colapso em várias ocasiões.
Pelo acordo em discussão, EUA e Israel parecem ter ficado aquém de seus objetivos originais de destruir os programas de mísseis e nuclear do Irã e encerrar seu apoio a grupos aliados. Não está claro como esses temas serão tratados ou se farão parte do acordo final.
Enquanto isso, Trump deveria discutir a desminagem do Estreito de Ormuz durante a cúpula do G7 que começa na segunda-feira, 15. A via marítima é crucial para o transporte de petróleo, gás natural e produtos relacionados, como fertilizantes, e seu fechamento efetivo abalou a economia global.
O aparente avanço ocorreu após a troca de ataques entre Irã, EUA e Israel no início da semana, ameaçando romper o cessar-fogo e empurrar o Oriente Médio de volta a uma guerra em larga escala. Um cessar-fogo frágil está em vigor desde 7 de abril.
O programa nuclear do Irã e seu urânio altamente enriquecido há muito estão no centro das tensões com EUA e Israel e são motivo de preocupação internacional.
Trump afirmou nas redes sociais que, "quando tudo estiver calmo", os EUA entrariam para "reduzir e destruir" o urânio enriquecido no Irã ou nos EUA.
O Irã possui 440,9 quilos (972 libras) de urânio enriquecido a 60%, nível tecnicamente próximo ao grau de uso em armas, de 90%, segundo a Agência Internacional de Energia Atômica.
Teerã afirma há anos que seu programa nuclear é pacífico e não se comprometeu publicamente a abrir mão do urânio enriquecido, que estaria armazenado em três instalações nucleares profundamente danificadas por ataques dos EUA no ano passado.
Irã quer que o Líbano seja incluído no acordo
Enquanto isso, continuam os combates no Líbano entre Israel - que avançou sua invasão mais profundamente do que em mais de um quarto de século - e o grupo militante Hezbollah, apoiado pelo Irã, apesar de um cessar-fogo.
O Irã quer que o acordo de cessar-fogo inclua também o conflito no Líbano. Teerã também busca a liberação de bilhões de dólares em fundos congelados.
O acordo em sua forma atual representa uma forte decepção para o governo de Israel, que foi deixado de fora das negociações lideradas pelo Paquistão e outros países. Até críticos dentro do Partido Republicano de Trump, preocupados com a impopularidade da guerra antes das eleições de meio de mandato, criticaram o acordo. Alguns disseram que ele não melhora os termos do acordo nuclear de 2015, do qual Trump retirou os EUA em seu primeiro mandato e que ainda classifica como "ruim".
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