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Kim Kataguiri (Missão-SP) anunciou sua pré-candidatura à reeleição como deputado federal neste sábado, 20. Com isso, ele não deve estar na lista de candidatos a governador de São Paulo, como vinha sendo cogitado até então.
Em evento do partido Missão em São Paulo, com trechos publicados no YouTube, ele afirmou que pretende fazer parte de um ministério de seu colega de partido, Renan Santos, pré-candidato à Presidência (que conta com cerca de 3% das intenções de voto na pesquisa Datafolha mais recente).
"Aqui no Estado de São Paulo ou nós teremos uma candidatura própria do partido Missão ou não apoiaremos ninguém. Essa é a nossa decisão", anunciou Kataguiri.
Em outro momento, justificou sua escolha em concorrer ao terceiro mandato consecutivo como deputado. "Eu quero ser governador do Estado de São Paulo. Mas a vida não é sobre o que a gente quer, é sobre o que a gente deve. Todos nós temos uma missão. A minha missão agora é promover a maior reforma de Estado da história do País", disse.
Kim falou na criação de um "ministério transversal, que vai passar pelo planejamento, casa civil, trabalho e previdência" e, apesar de destacar que não entrou em contato com nenhum dos citados, propôs um convite para que economistas façam parte de um potencial ministério comandado por ele no futuro.
"Vou beber da fonte de Marcos Lisboa, Samuel Pessoa, Zeina Latif, Mario Mesquita, Mansueto Almeida, Marcos Mendes, Elena Landau, de toda a equipe do Plano Real. As portas do governo Renan Santos estão abertas a cada um de vocês".
Partido Missão terá cláusula de barreira como desafio
Eleito pelo União Brasil, Kim Kataguiri migrou para o Missão, partido fundado por integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL), que ganhou notoriedade durante protestos pelo impeachment de Dilma Rousseff (PT) na década passada. A sigla teve seu registro aprovado pelo TSE e disputará sua primeira eleição em 2026.
Diante disso, uma das preocupações da legenda será a chamada "cláusula de barreira", regra que define um desempenho mínimo de votos para os partidos atingirem a cada eleição para que continuem tendo acesso aos fundo partidário, ao fundo eleitoral e à propaganda eleitoral no rádio e na televisão.
Em 2026, o porcentual mínimo é de 2,5% dos votos válidos pra a Câmara dos Deputados (sendo, dentro disso, pelo menos 1,5% em ao menos nove Estados) ou eleger ao menos 13 deputados federais (espalhados por ao menos nove Estados).
Neste cenário, partidos tendem a propor candidaturas de nomes de impacto ao legislativo nacional. Em 2018, Kim Kataguiri obteve cerca de 465 mil votos (2,2%), e em 2022, por volta de 295 mil (1,2%).
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