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O Galatasaray fez valer o mando de campo e saiu com vantagem mínima sobre o favorito Liverpool nas oitavas de final da Champions League. Com gol no começo de Lemina, fez 1 a 0 em Istambul e atuará em Anfield, na quarta-feira (dia 18), com a vantagem do empate. Os ingleses terão de ganhar por dois gols para evitar prorrogação.
Os turcos poderiam estar celebrando um triunfo ainda maior caso mostrassem capricho no primeiro tempo avassalador. Ainda tiveram um gol de Osimhen anulado pelo VAR. Os ingleses cresceram na segunda etapa, mas esbarraram no goleiro Çakir. A força em Anfield será colocada à prova.
Dono da terceira melhor campanha, o Liverpool entrou em campo ciente que necessitava de um bom resultado para evitar um vexame de queda precoce, como ocorreu na temporada passada, quando deu azar e teve o campeão Paris Saint Germain pelo caminho no primeiro mata-mata.
Arne Slot sabia que o Galatasaray merecia respeito em sua casa, na qual fez 5 a 2 na forte Juventus pelos playoffs - obteve a vaga em Turim na prorrogação. E, mesmo sem o experiente goleiro Alisson, mandou uma escalação forte e ousada em campo, com Wirtz, Szoboszlai, Salah e Ekitike na frente, em demonstração que o triunfo era a meta e não apenas segurar o ímpeto turco.
Do outro lado, o rival vinha empolgado pela grande apresentação nos duelos com a Juventus e empurrado por uma ensurdecedora e animada torcida. O lindo mosaico deu as boas-vindas ao time e a cantoria antes mesmo de a bola rolar era o combustível por mais um resultado surpreendente. Osimhen foi homenageado pelas arquibancadas.
A disputa entre respeito contra embalo começou melhor para os mandantes, que necessitaram de poucos minutos para abrirem o marcador. Após cobrança de escanteio, Osinhem ajeitou e Lemina fez 1 a 0. Slot não escondeu sua frustração por levar um gol cedo, balançando a cabeça negativamente.
Pior, o Liverpool sofria diante da euforia turca. Gabriel Sara cruzou, Sánchez cabeceou com estilo e a bola triscou a trave após desvio salvador de Mamardashvili. O substituto de Alisson reclamou asperamente com a perdida defesa. Mas nada dava certo ao visitante. Após falha de Konaté, Osimhen quase amplia, em bomba de dentro da área por cima do travessão.
Arne Slot começou a falar individualmente com seus jogadores na beira do campo em busca de um ajuste, tamanha a superioridade do Galatasaray. Uma entrada dura em Yilmaz paralisou o jogo por alguns minutos e serviu para o comandante inglês, mais uma vez, orientar a atordoada equipe.
A pausa de descanso veio em boa hora ao Liverpool. O placar mínimo acabou barato na etapa, na qual seus atacantes quase não ameaçaram a meta de Çakir, limitado a repor bolas longe do destino ou finalizações fracas e sem perigo.
Sem mudanças, mas com nova postura. Desta maneira voltou o Liverpool à etapa final. Szoboszlai assustou em bomba de fora da área espalmada por Çakir e Mac Allister perdeu a chance da igualdade com dois minutos, mandando para fora e lamentando o erro. Em uma saída equivocada, foi a vez de Ekitike falhar, cara a cara.
Os ingleses falharam nas oportunidades de empate e viram o Galatasaray novamente crescer no jogo. Osimhen teve um gol anulado por impedimento. Quando os turcos queriam resgatar o domínio, o Liverpool voltou a pressionar e Konaté, sem querer, mandou às redes. Como a bola bateu no braço do defensor, o VAR anulou o lance.
Os minutos finais foram disputados em alta intensidade. Com as equipes no ataque e criando oportunidades. Çakir salvou o que seria gol contra de Sánchez, enquanto faltou fôlego para Osimhen no contragolpe. Gabriel Sara ainda mandou na rede pelo lado de fora. Sobrou emoção, faltou capricho e a vantagem mínima permaneceu até o apito final.
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