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PF prende 14 'tiras', traficantes, milicianos e operadores do dinheiro do CV em três dias

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A Polícia Federal informou nesta quarta-feira, 11, que em apenas três dias, desde a segunda, 9, já prendeu 14 policiais, traficantes, milicianos e operadores financeiros do Comando Vermelho. As prisões ocorreram ao longo das três fases da Operação Anomalia, com o objetivo de desarticular núcleos da facção 'formados por agentes públicos que atuavam para favorecer o tráfico de drogas e milícias no estado do Rio de Janeiro'.

A ação faz parte da força-tarefa Missão Redentor II, realizada no contexto da chamada 'ADPF das Favelas' - decisão do Supremo Tribunal Federal que estabelece regras e limites para a atuação das forças policiais em operações nas comunidades do Rio de Janeiro.

Além dos 14 mandados de prisão preventiva, a Polícia Federal executou 13 mandados de busca e apreensão na cidade do Rio e em municípios da Região Metropolitana.

Entre os alvos estão o delegado da Polícia Federal no Rio, Fabrizio Romano, o delegado da Polícia Civil, Marcus Henrique de Oliveira Alves, os policiais civis Franklin José de Oliveira Alves e Leandro Moutinho de Deus e o ex-secretário estadual de Esportes Alessandro Pitombeira Carracena (gestão Cláudio Castro), suspeitos de vender influência política ao crime organizado.

Sete policiais militares também foram presos no âmbito da Anomalia. Os PMs poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva e lavagem de capitais. São eles:

Alex Pereira do Nascimento (6ª UPP São João / 3º BPM)

Ênio Claudio Amâncio Duarte (3º BPM )

Flávio Cosme Menezes Pereira (18º BPM)

Franklin Ormond de Andrade (7ª UPP Jacaré / 3º BPM)

Leonardo Cavalcanti Marques (5º BPM)

Ricardo Pereira da Silva (1ª UPP Santa Marta / 2º BPM)

Rodrigo Oliveira de Carvalho (16º BPM)

O Estadão busca contato com as defesas dos investigados. O espaço está aberto.

Um dos investigados está foragido no exterior, com medidas em andamento para inclusão na Difusão Vermelha da Interpol.

A PF destacou que durante as diligências foram apreendidas armas e acessórios, munições, cerca de R$ 50 mil em espécie, celulares e outros dispositivos eletrônicos, um veículo e documentos diversos.

As decisões judiciais também determinaram bloqueio de bens, suspensão de atividades empresariais e o afastamento imediato dos servidores públicos investigados de suas funções.

Operação Anomalia

A PF detalhou que cada etapa da Operação Anomalia foi direcionada à desarticulação de diferentes núcleos da organização criminosa identificada pelas investigações.

Primeira fase, dia 9: as ações tiveram como alvo um grupo responsável por negociar vantagens indevidas em troca de informações e influência para beneficiar um traficante internacional de drogas. Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão no Rio.

Segunda fase, dia 10: a investigação avançou sobre um núcleo composto por policiais civis e operadores financeiros, que 'utilizavam a estrutura estatal' para extorquir integrantes de facções criminosas, além de praticar corrupção e lavagem de capitais. Foram cumpridos quatro mandados de prisão e três de busca e apreensão, em adição ao bloqueio de valores em contas bancárias e criptoativos vinculados aos investigados.

Terceira fase, dia 11: a última etapa teve como alvo policiais militares cooptados pelo crime organizado, segundo a PF, para facilitar a logística de traficantes e milicianos, blindar criminosos e ocultar recursos ilícitos, utilizando as prerrogativas da função. Com apoio da Corregedoria da Polícia Militar do Rio, foram cumpridos sete mandados de prisão e sete de busca e apreensão nas cidades do Rio, Nova Iguaçu e Nilópolis.

Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, lavagem de capitais, entre outros delitos. Todo o material apreendido será submetido à análise pericial, com o objetivo de aprofundar as apurações e identificar outros envolvidos no esquema.

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