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Presidente de Cuba nega que pacote de medidas econômicas seja uma "reforma capitalista"

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O presidente cubano Miguel Díaz-Canel rejeitou que um pacote de medidas econômicas aprovado pelo Partido Comunista e pelo Parlamento em junho, em meio a exigências dos Estados Unidos, que mantêm um cerco energético contra a ilha, seja uma reforma de corte capitalista.

"A Revolução é a nossa vida. Não se pode pensar que nenhum de nós está propiciando uma restauração capitalista em Cuba", expressou o mandatário em uma entrevista com jornalistas porto-riquenhos e posteriormente publicada por meios oficiais nesta sexta-feira, 3.

As iniciativas estão sendo aplicadas "de maneira soberana", assegurou Díaz-Canel, que reconheceu que receberam críticas tanto de setores da direita, que esperam também mudanças políticas, quanto da esquerda.

O plano de 176 medidas contempla uma ampliação das empresas e da autonomia municipal, banco privado, permissão a franquias internacionais - alimentícias e de comércio varejista -, extensão da entrega de terras ociosas, capacidade de importar e exportar sem intromissão estatal e contratação independente de pessoal, assim como redução do Estado e autorizações para investidores cubanos em setores chave como o turismo, entre muitas outras.

Díaz-Canel lembrou a complexa situação econômica que vive a ilha após a imposição de um cerco petrolífero imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e seu secretário de Estado, Marco Rubio, pressionando por mudanças em Cuba.

O mandatário disse que a população que sofre apagões de mais de 20 horas, desabastecimento de alimentos e medicamentos, deterioração nos serviços básicos de água, educação e coleta de lixo está agoniada pela situação. Em algumas localidades ocorreram protestos e manifestações com batidas de panelas por parte de vizinhos.

"A maior parte do nosso povo sabe qual é a causa dos nossos problemas, e sabe que mais do que por uma gestão deficiente, como tentam nos culpar os porta-vozes do imperialismo... o principal obstáculo para nos desenvolvermos é o bloqueio prolongado e o recrudescimento desse bloqueio", disse Díaz-Canel.

Para o mandatário, a estratégia de Washington é asfixiar a ilha para conseguir "uma ruptura entre povo e revolução. Como disse Trump um dia, aplicamos todas as pressões possíveis, já quase não há nada que aplicar a eles que não seja arrasar".

Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast (Sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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