0

Diário de Notícias.

DN.

Reino Unido: Starmer descarta renúncia após perdas dos trabalhistas em eleições locais

Continue lendo o artigo abaixo...

O primeiro-ministro Keir Starmer afirmou nesta sexta-feira (8) que não renunciará após eleições desgastantes nas quais seu Partido Trabalhista sofreu grandes perdas e o partido de direita Reform UK obteve ganhos expressivos.

As eleições locais e regionais são amplamente vistas como um referendo não oficial sobre Starmer, cuja popularidade despencou desde que ele levou os trabalhistas ao poder, há menos de dois anos.

Eleitores ficaram impacientes por crescimento econômico e mudanças mais profundas após 14 anos de governo conservador, e muitos parlamentares trabalhistas passaram a se frustrar com a dificuldade do governo em entregar resultados.

Com cerca de um quarto dos votos apurados na manhã desta sexta, Starmer disse que assumia a responsabilidade por um resultado "muito duro", mas que não deixaria o cargo.

"Os eleitores enviaram uma mensagem sobre o ritmo da mudança, sobre como querem ver suas vidas melhoradas", disse. "Fui eleito para enfrentar esses desafios e não vou me afastar deles e mergulhar o país no caos."

O Reform UK, liderado pelo veterano político nacionalista Nigel Farage, conquistou centenas de cadeiras em conselhos locais em áreas operárias no norte da Inglaterra, como Hartlepool, antes redutos sólidos dos trabalhistas, e também avançou sobre os conservadores em regiões como Havering, no leste de Londres.

Farage afirmou que os resultados marcaram uma "mudança histórica na política britânica".

O quadro pode mudar ao longo do dia, à medida que os resultados forem sendo divulgados na maioria dos conselhos locais, inclusive em redutos trabalhistas, como Londres. Votos também serão contados nas disputas pelos parlamentos semiautônomos da Escócia e do País de Gales.

Uma derrota acachapante dos trabalhistas poderia desencadear movimentos de parlamentares inquietos para derrubar um líder que obteve vitória esmagadora em julho de 2024. Mesmo que Starmer sobreviva por enquanto, muitos analistas duvidam que ele conduza o partido até a próxima eleição nacional, que deve ocorrer até 2029.

O vice-primeiro-ministro David Lammy alertou o partido para não derrubar o premiê, dizendo que "não se troca o piloto durante o voo".

O Reform UK, que faz campanha com uma mensagem antiestablishment e anti-imigração, também busca avanços na Escócia e no País de Gales, embora os nacionalistas pró-independência do Partido Nacional Escocês (SNP) e do Plaid Cymru sejam mais propensos a formar governos em Edimburgo e Cardiff.

Espera-se que o SNP conquiste o maior número de cadeiras em Edimburgo, onde governa desde 2007.

Perder o controle do País de Gales seria um duro golpe para os trabalhistas, que podem ser empurrados para o terceiro lugar, atrás de Plaid Cymru e Reform UK. O Partido Trabalhista domina a política galesa há um século e lidera o governo sediado em Cardiff desde que ele foi criado, em 1999.

Em todo o Reino Unido, os trabalhistas perdem votos para o Reform UK, à sua direita, e também para o Partido Verde, cuja popularidade cresceu sob o líder autodeclarado "eco-populista" Zack Polanski. Os Verdes esperavam aumentar sua fatia de votos e conquistar centenas de cadeiras em conselhos locais em centros urbanos e cidades universitárias.

O Partido Conservador também perdeu espaço, enquanto os centristas Liberal Democratas obtiveram alguns ganhos.

Os resultados refletem uma fragmentação da política britânica após décadas de domínio de trabalhistas e conservadores e tornam difícil prever o desfecho da próxima eleição nacional.

John Curtice, professor de política da Universidade de Strathclyde, disse que o Reino Unido está entrando em uma nova era política em que "nenhum dos partidos é muito grande".

"Mesmo o Reform provavelmente ainda não está nem perto de 30% dos votos, então a fragmentação da política britânica é sublinhada por esses resultados", afirmou à BBC. Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

0 Comentários

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu Comentário

Você deve estar logado para comentar.