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Os termos da nova tentativa de renovar o contrato de Memphis Depay, empreendida pelo presidente Osmar Stabile, serão avaliados pelo Conselho de Orientação do Corinthians (CORI) no final da tarde desta segunda-feira, 17. Sem poder de veto ou de tomar qualquer decisão efetiva, o órgão dará um parecer sobe o caso. A resolução do assunto, portanto, continua nas mãos de Stabile.
O CORI é presidido pelo desembargador Miguel Marques, que causou polêmica no final de 2024, em meio às discussões iniciais sobre o impeachment de Augusto Melo, quando afirmou que "o Corinthians não é da torcida", e tem Roberto Garcia Parisi como vice. Também integram o órgão nomes como os ex-presidentes Mário Gobbi (2012-2015) e Roberto de Andrade (2015-2018).
Os pareceres do conselho, embora sem efetividade, costumam ter algum impacto em decisões internas, como ocorreu durante o processo de destituição de Melo. Neste período, recomendou por unanimidade que o então presidente sofresse impeachment.
Depois que o Corinthians publicou uma nota, há cerca de uma semana, dizendo que havia desistido de renovar com Memphis para preservar a "saúde financeira", instaurou-se uma nova crise no clube. Torcedores passaram a fazer pressão nas redes sociais, frustrados porque o contrato estava a uma assinatura de ser concretizado. No Parque São Jorge, uma ala de conselheiros contrária à renovação ficou satisfeita com a decisão.
O astro holandês, por sua vez, manifestou-se publicamente dizendo que a reviravolta não ficaria "sem sanção". Representantes do jogador e dirigentes corintianos passaram a conversar para tentar uma solução a respeito da dívida de R$ 77 milhões que o clube tem com o atleta, que pode cobrar cerca de R$ 180 milhões no total, somados valores indenizatórios pelo não cumprimento do acordo de renovação após a aprovação em exames e troca de minutas.
Em seguida, Stabile recalculou a rota e reabriu as negociações para manter Memphis no elenco. No momento, está em discussão uma nova redução salarial. O acordo do qual o presidente desistiu estabelecia o pagamento de R$ 1,9 milhão por mês, redução considerável em relação aos R$ 3,5 milhões que ele recebia.
Após a derrota por 2 a 1 para o Cruzeiro, no domingo, o técnico Fernando Diniz, que já havia expressado publicamente o seu desejo de que o vínculo fosse renovado, disse estar "esperançoso" com o novo rumo tomado pela diretoria. "Trazem alegria e esperança e têm toda minha torcida para que se conclua com a permanência dele aqui", comentou.
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