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Tite reconheceu que se equivocou na definição da ordem das cobranças de pênaltis da seleção brasileira na eliminação para a Croácia, nas quartas de final da Copa do Mundo de 2022. Em entrevista ao ge, o treinador admitiu que deveria ter colocado Neymar como primeiro batedor da disputa. "Todas as críticas que foram feitas ao Neymar não ser o primeiro estão corretas. Eu errei."
Tite explicou que, na época, acreditava que o melhor cenário seria deixar o camisa 10 para a última cobrança, imaginando que o momento decisivo traria maior pressão emocional.
"Contextualizo essa situação. Imaginava que pudesse no último pênalti, ser a maior pressão e tê-lo como batedor. A gente fez toda uma preparação anterior, escolheu os melhores batedores, já sabíamos, tínhamos listado e tal E eu aceitei que fosse dessa forma. Deixo o Neymar por último."
O ex-comandante da seleção ainda relembrou que Neymar havia convertido a cobrança decisiva na final olímpica dos Jogos do Rio, em 2016, mas evitou usar o episódio como justificativa.
"Poderia estar justificando assim, o Neymar foi o último na Olimpíada e fez o gol decisivo. Tá legal, mas não quero fazer. Estou externando, mas não quero."
Ao refletir sobre o episódio, Tite afirmou que, se pudesse voltar atrás, escolheria Neymar para abrir a série brasileira nas penalidades.
"Se eu tivesse a possibilidade assim, eu estou colocando ela agora. Errei, vai ser o primeiro batedor. Hoje o que eu faria? Neymar primeiro, determinaria que ele fosse o primeiro. Isso não asseguraria a vitória? Não. Mas o faria assim."
O técnico também comentou o impacto psicológico da mudança na ordem das cobranças, citando o zagueiro Marquinhos, que desperdiçou uma cobrança para o Brasil.
"O Marquinhos já tinha batido hipoteticamente. Essa primeira eu tenho convicto. Eu errei. Aí eu tiro o Marquinhos e boto o Neymar para bater primeiro. Aí o Neymar faz. Vamos falar em termos hipotéticos. Aí deixa o Marquinhos para o último. Eu tirei o Marquinhos e botei o Neymar. O que eu tiro do Marquinhos? Confiança."
Na Copa do Catar, o Brasil empatou por 1 a 1 com a Croácia após a prorrogação e acabou eliminado nas penalidades por 4 a 2. Neymar marcou no tempo extra, mas a equipe europeia buscou o empate com Petkovic antes da disputa decisiva.
Nas cobranças, Rodrygo e Marquinhos desperdiçaram suas tentativas, enquanto Casemiro e Pedro converteram para o Brasil. Pelo lado croata, Vlasic, Majer, Modric e Orsic marcaram.
A derrota também ampliou um jejum incômodo da seleção: desde o título conquistado em 2002, o Brasil não consegue eliminar uma equipe europeia em confrontos de mata-mata em Copas do Mundo.
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