Continue lendo o artigo abaixo...
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiou uma viagem diplomática à China para se concentrar na guerra contra o Irã. Segundo Trump, é "importante" que ele esteja no país. "Acho importante que eu esteja aqui", disse Trump na última segunda-feira, 16, em entrevista a repórteres. "Então, pode ser que adiemos um pouco. Não muito", concluiu.
Durante um encontro com o primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, no Salão Oval, nesta terça-feira, 17, Trump afirmou que iria à China em cinco ou seis semanas, em vez de no final deste mês. Ele afirmou que iria "remarcar" sua visita ao presidente chinês, Xi Jinping.
"Estamos trabalhando com a China - eles concordaram", disse Trump. "Estou ansioso para ver o presidente Xi. Acho que ele também está ansioso para me ver", disse.
A viagem havia sido planejada há meses, mas começou a ruir à medida que Trump começou a insistir para que Pequim e outras potências mundiais usassem a força militar para proteger o Estreito de Ormuz.
Após pressionar a China e outras nações, Trump indicou que seus planos de viagem dependiam da resposta de Pequim, embora tenha acrescentado que os EUA não precisavam da ajuda dos aliados que rejeitaram seu pedido.
Em uma entrevista ao Financial Times no último domingo, 15, Trump disse que gostaria de saber se Pequim ajudaria a garantir a segurança do estreito antes de partir para a cúpula no final de março.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, se reuniu nesta semana em Paris com o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, para uma nova rodada de negociações destinadas a abrir caminho para a viagem de Trump. Ele disse que quaisquer alterações na programação seriam por motivos logísticos, e não porque Trump estivesse tentando pressionar Pequim.
Trump observou que a China obtém cerca de 90% de seu petróleo do estreito, enquanto os EUA obtêm uma quantidade mínima. Ele também fez apelos ao Japão, Coreia do Sul, Reino Unido e França.
"Encorajamos fortemente outras nações cujas economias dependem do estreito muito mais do que a nossa", pediu Trump na Casa Branca na segunda-feira. "Queremos que elas venham e nos ajudem com o estreito".
*Com informações da Associated Press.
Seja o primeiro a comentar!