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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a usar conteúdos produzidos por inteligência artificial (IA) em suas redes sociais ao publicar um vídeo satírico no qual interpreta um médico que trataria celebridades da chamada "Síndrome de Desarranjo Trump", expressão popular entre apoiadores do republicano para se referir a críticos do presidente.
A peça mostra versões artificiais de artistas como Whoopi Goldberg, Robert De Niro, Rosie O'Donnell, Julia Roberts, John Leguizamo e Edward Norton. Nos depoimentos fictícios, os personagens afirmam ter sofrido durante anos com a suposta condição e relatam melhora após o "tratamento" atribuído a Trump que aparece vestindo um jaleco branco e com um estetoscópio no pescoço.
A publicação se soma a uma série de montagens já compartilhadas pelo presidente nos últimos meses. O uso recorrente de imagens e vídeos gerados por IA já provocou críticas de adversários e de parte de seus aliados.
O episódio de maior repercussão ocorreu em abril, quando Trump divulgou uma imagem em que aparecia representado como Jesus Cristo, durante um período de atritos públicos com o papa Leão XIV. Depois da reação de líderes religiosos, usuários das redes sociais e integrantes do Partido Republicano, a publicação foi apagada.
Trump também divulgou imagens que mostravam ele e integrantes de seu governo no espelho d'água do Memorial Lincoln, além de uma caricatura em que aparecia ao lado do ex-presidente Barack Obama e da ex-secretária de Estado Hillary Clinton enquanto uma terceira pessoa assinava o que parecia ser um documento presidencial.
Durante o conflito entre Israel, Estados Unidos e Irã o presidente teve postura semelhante. Na ocasião, Trump compartilhou imagens e vídeos produzidos por IA para criticar o governo iraniano e exaltar a ofensiva militar americana, além de publicar montagens com mensagens de apoio às ações de Washington no Oriente Médio.
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