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Vance diz que houve progresso em negociações com Irã e anuncia que AIEA retomará inspeções

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O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou nesta segunda-feira, 22, que houve avanços nas negociações entre Washington e Teerã realizadas no fim de semana na Suíça e anunciou que o Irã concordou em voltar a receber inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), em um dos sinais mais concretos de progresso desde o início das conversas.

"Fizemos bom progresso nas conversas com o Irã no fim de semana", disse Vance em entrevista coletiva.

Segundo ele, as inspeções nucleares da AIEA devem ser retomadas ainda nesta semana, "possivelmente hoje".

O vice-presidente dos EUA acrescentou que as negociações avançaram, mas ressaltou que "ainda há muito a ser feito". "Lançamos uma base muito boa para um acordo final bem-sucedido", afirmou.

Vance também minimizou as novas ameaças feitas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, ao Irã durante o fim de semana. No domingo, Trump advertiu que poderia atacar o país "com ainda mais força" caso aliados iranianos no Líbano continuassem provocando instabilidade. Questionado sobre o impacto das declarações nas negociações, Vance respondeu que, "no fim do dia, tivemos progresso".

De acordo com o vice-presidente, as tratativas se estenderam até 1h da madrugada, sem mencionar o fuso, e, em alguns momentos, os negociadores iranianos ameaçaram abandonar a mesa de negociações. Apesar disso, ele avaliou que os contatos produziram resultados concretos.

Sobre a segurança regional, Vance afirmou que o Estreito de Ormuz permanece aberto e que os EUA trabalham em mecanismos para garantir a continuidade da navegação na rota, por onde passa parcela relevante do comércio global de petróleo.

O vice-presidente também defendeu um cessar-fogo regional e afirmou que Washington não pretende impor um acordo aos países envolvidos. Em relação ao Líbano, declarou que os EUA buscam coordenação adequada entre as partes e reiterou que Israel tem o direito de se defender, mas acrescentou que Washington deseja que o Hezbollah interrompa os ataques. "Esta será uma conversa contínua", afirmou.

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