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Veja quem já foi morto da liderança do Irã desde o início da guerra no Oriente Médio

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Desde o início da guerra no Oriente Médio, ataques dos Estados Unidos e de Israel já mataram diversos nomes da liderança iraniana. Do líder supremo do país até conselheiros e ministros, as ofensivas dizimaram escalões superiores do governo em Teerã.

Nesta quarta-feira, 18, um ataque aéreo israelense matou Esmail Khatib, ministro da inteligência do Irã. A morte Khatib ocorreu um dia depois de um ataque israelense ter matado o chefe do Conselho de Segurança Nacional do Irã e líder de fato do país, Ali Larijani.

O funeral de Larijani nesta quarta-feira atraiu grandes multidões em Teerã. A mídia estatal mostrou seu caixão coberto com a bandeira iraniana e cercado por pessoas em luto que gritavam "Morte à América" e "Morte a Israel".

Ali Larijani e Esmail Khatib foram os últimos de uma grande lista de nomes da liderança iraniana que já morreu desde o início da guerra. Veja abaixo a relação:

Ali Khamenei

Ex-líder supremo do Irã

O aiatolá Khamenei, 86, liderava o Irã desde 1989 e detinha amplos poderes como líder supremo.

Desde que sucedeu o aiatolá Ruhollah Khomeini, o pai fundador da Revolução Islâmica, Khamenei governou com mão de ferro e recusou pedidos de mudança, esmagando a dissidência e ordenando a morte de manifestantes que desafiavam seu governo nas ruas.

Acima de tudo, ele se considerava o guardião da revolução, responsável por salvaguardar a sobrevivência da república islâmica, e havia identificado possíveis substitutos para assumir esse papel depois dele.

Mojtaba Khamenei

Filho do aiatolá Khamenei

O segundo filho mais velho de Ali Khamenei, morto no sábado, 28, por bombardeios dos EUA e Israel foi o escolhido pela Assembleia dos Clérigos do país do Oriente Médico como o próximo líder supremo.

Assim como o pai, ele é um aiatolá, ou seja, um clérigo de alto escalão dentro do islamismo xiita. Ele serviu o exército iraniano na Guerra Irã-Iraque, entre 1980 e 1988, e teria liderado a milícia paramilitar Basij na repressão aos protestos que ocorreram no país em 2009.

Ali Larijani

Antigo secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã

Larijani era o líder de facto do país depois que os ataques aéreos dos EUA e Israel mataram os principais líderes do governo iraniano e das forças armadas no início da guerra. Pertencente a uma das famílias mais influentes do Irã, ele era filho do aiatolá Mirza Hashem Amoli e construiu sua carreira dentro do círculo próximo ao clero xiita.

Ao longo de sua carreira, ocupou cargos estratégicos, incluindo presidente do Parlamento iraniano entre 2008 e 2020, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional e chefe da Organização de Rádio e Televisão do Irã.

Reconhecido por seu perfil pragmático, Larijani era um confidente próximo do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. Na prática, já exercia grande influência nos bastidores antes da morte do aiatolá, liderando a repressão aos protestos contra o regime islâmico no início deste ano.

Como secretário do Conselho de Segurança, ele coordenava a política de defesa e inteligência do país, desempenhando papel central na formulação de estratégias militares e na supervisão de forças paramilitares. Ele chegou ao cargo por indicação do presidente Masoud Pezeshkian.

General Gholamreza Soleimani

Ex-chefe da Força Basij, da Guarda Revolucionária

O Exército israelense afirmou que Gholamreza Soleimani foi morto no ataque de segunda-feira, 16, que também matou Larijani. O Irã não se pronunciou imediatamente sobre a morte de Soleimani.

Soleimani foi sancionado pelo Ocidente por seu papel na repressão à dissidência e ele era comandante da força paramilitar Basij do Irã, composta por voluntários.

Ali Shamkhani

Ex-secretário do Conselho de Segurança do Irã

Shamkhani era o secretário do Conselho de Defesa do Irã e o conselheiro de Khamenei. Ele foi morto em ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra Teerã no dia 28 de fevereiro.

Shamkhani já havia sobrevivido a um ataque à sua casa durante os 12 dias de guerra entre Israel e Irã, em junho do ano passado.

Mohammad Pakpour

Ex-comandante da Guarda Revolucionária Iraniana

Pakpour serviu como comandante-em-chefe da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) de junho de 2025 até sua morte.

Segundo a mídia estatal iraniana, Pakpour foi morto nos ataques de 28 de fevereiro em Teerã.

Aziz Nasirzadeh

Ex-ministro da Defesa

Nasirzadeh atuou como ministro da Defesa do Irã no governo de Pezeshkian, que chegou ao poder após as eleições de 2024.

Segundo fontes da Reuters, Nasirzadeh foi morto na mesma onda de ataques que teve como alvo a alta cúpula do governo em Teerã, em 28 de fevereiro.

Esmail Khatib

Ex-ministro da Inteligência

Khatib dedicou sua carreira ao judiciário e à inteligência. Ele foi ministro da Inteligência do Irã e alvo de sanções dos EUA.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, confirmou nesta quarta-feira, 18, a morte de Khatib, após ataques atribuídos a Israel. Pezeshkian classificou o episódio como um "assassinato covarde" e afirmou que a morte colocou o país em luto.

A guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã entrou no 19º dia nesta quarta-feira e matou pelo menos 1.300 pessoas no Irã, mais de 900 no Líbano e 14 em Israel, segundo autoridades desses países. Os militares dos EUA afirmam que 13 militares americanos foram mortos e cerca de 200 ficaram feridos.

*Com informações de Agências Internacionais.

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