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O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), afirmou nesta segunda-feira (16) que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi coerente ao pedir de volta os dados extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro.
Viana disse acreditar que, após o conteúdo pessoal ser separado do material que interessa à investigação, os dados do aparelho serão devolvidos à CPMI. "Não nos interessa se ele tinha vídeos íntimos de garotas de programa, queremos saber onde foi parar o dinheiro", disse Viana, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura. O Banco Master virou alvo da investigação por causa de suspeitas de fraudes em empréstimos consignados para aposentados e pensionistas.
Questionados sobre os habeas corpus concedidos por Mendonça para envolvidos no caso, Viana reafirmou a coerência do ministro. Já quando perguntado sobre a decisão do ministro Flávio Dino, do STF, que derrubou a quebra do sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Viana afirmou que considerou o ato "político". O senador, porém, disse que respeita a ordem de Dino.
Viana afirmou ainda que a CPMI não poderá convocar governadores nem investigar parlamentares, porque a incumbência seria do STF. "Não faz sentido convocar o governador Tarcísio, de São Paulo, ou a ex-presidente Dilma Rousseff. Devemos explicações aos aposentados."
O senador disse que bens apreendidos no inquérito poderão ir a leilão para ressarcir o governo, que devolveu os valores aos aposentados vítimas dos desvios.
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