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EUA: Trump diz que vai nomear Todd Blanche para procurador-geral

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O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na quarta-feira (3) que pretende nomear Todd Blanche para o cargo de procurador-geral. Ex-advogado pessoal do republicano, Blanche vem promovendo de forma agressiva a agenda do presidente enquanto comanda o Departamento de Justiça em caráter interino.

Trump disse, durante um jantar na Casa Branca, que deve formalizar a indicação de Blanche nesta quinta-feira, segundo um vídeo do evento publicado nas redes sociais por um assessor da Casa Branca.

"Vamos torná-lo procurador-geral permanente", disse Trump, em evento no Rose Garden.

Blanche se moveu rapidamente para se credenciar como favorito ao posto permanente após a demissão de Pam Bondi, em abril. Desde então, acelerou investigações contra adversários de Trump e anunciou a criação de um fundo de quase US$ 1,8 bilhão destinado a compensar aliados do presidente por suposta perseguição política. A proposta provocou reação bipartidária e levou o Departamento de Justiça a desistir da ideia nesta semana, em uma reviravolta extraordinária.

Blanche entrou no Departamento de Justiça como procurador-geral adjunto e foi alçado ao comando após a saída de Bondi, em meio a críticas aos esforços fracassados para processar o que Trump via como oponentes políticos. Blanche disse que não estava "fazendo teste" para o cargo permanente, mas deixou claro, por meio de medidas de grande repercussão desde que assumiu, que pretende demonstrar lealdade ao presidente.

Suas ações indignaram democratas e outros críticos, que o acusam de ainda agir como advogado pessoal de Trump para executar uma campanha de retaliação. O Fundo Anti-Instrumentalização, de US$ 1,776 bilhão, também gerou resistência entre republicanos no Senado, cujo apoio Blanche agora precisa para ser confirmado procurador-geral.

Embora Blanche sustente que não sofre pressão do presidente, o Departamento de Justiça sob sua gestão avançou em iniciativas contra antigos adversários de Trump. Ele rejeita com veemência as acusações de que o governo politizou o departamento e diz estar focado em corrigir o que considera abusos cometidos no passado pela administração Biden.

O ex-diretor do FBI James Comey foi indiciado em abril por causa de uma foto publicada nas redes sociais, com conchas dispostas em uma praia, que autoridades disseram configurar uma ameaça ao presidente. Comey, que classificou o caso como politicamente motivado, afirmou que não se surpreenderia se o Departamento de Justiça apresentasse novas acusações contra ele.

Em outra frente, Blanche nomeou Joseph diGenova, ex-promotor do Departamento de Justiça no governo Reagan - hoje com 81 anos - para supervisionar uma investigação na Flórida sobre se, ao longo da última década, ex-autoridades das áreas de segurança e inteligência teriam conspirado para enfraquecer Trump.

No mês passado, Blanche foi alvo de intenso escrutínio por causa do Fundo Anti-Instrumentalização, que o governo disse ter como objetivo indenizar pessoas que se sentem injustamente investigadas e processadas por administrações anteriores. A iniciativa gerou indignação diante da possibilidade de que infratores violentos que participaram da invasão do Capitólio dos EUA, em 6 de janeiro de 2021, pudessem receber pagamentos - hipótese que Blanche se recusou a descartar publicamente.

Na terça-feira, Blanche disse a parlamentares que o Departamento de Justiça não levaria o plano adiante depois que a reação política travou a legislação destinada a financiar as agências de fiscalização migratória do governo Trump.

Ex-promotor federal em Nova York, Blanche ganhou projeção por seu papel de liderança na equipe de defesa de Trump, inclusive no julgamento do caso de hush money (pagamento para silêncio) em Nova York. Essa experiência lhe deu, segundo ele, uma visão direta do que considera ter sido a instrumentalização do sistema de justiça criminal contra Trump. Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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