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O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sugeriu nesta quarta-feira, 8, que o Brasil entre no Acordo de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta), bloco econômico formado por Estados Unidos, México e Canadá.
"A gente pode cortar essa letrinha N (de North) e passar a usar o Afta, que é o Acordo de Livre Comércio das Américas, onde o Brasil pode se incluir. As nossas economias, os Estados Unidos e o Brasil, são complementares", declarou, em transmissão em seu canal no YouTube. "A gente tem tudo, uma avenida de oportunidade para trazer investimentos americanos para cá. Por que a gente não tenta criar essa zona de livre comércio direto com esses três países, México, Estados Unidos e Canadá?", questionou.
Ele segue nos Estados Unidos, onde participou na terça-feira, 7, de uma audiência promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), em Washington, para debater as tarifas norte-americanas a produtos brasileiros.
Críticas
Flávio voltou a criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disse que o petista é um "vexame na parte internacional", porque "lambe botas da China e taca pedras nos Estados Unidos". O parlamentar afirmou que até o empresário Elon Musk defende o Brasil, mas que "Lula não defende".
"Elon Musk preocupado, porque muitos insumos que chegam para as suas empresas aqui produzem uma série de materiais, de tecnologias, chips. Ele fica preocupado de se encarecer a matéria, para não ficar mais cara, ao chegar com essa tarifa de mais de 25% lá nos Estados Unidos, para poder produzir os seus equipamentos e usar nas suas empresas especiais de tecnologia", declarou.
O senador repetiu que, durante audiência no USTR, defendeu o PIX e disse que a China tem sido favorecida no comércio pelas taxações dos Estados Unidos. Falou também ser a "única" chance de reverter a sobretaxação. "Eu acho que a única chance que temos de não ser tarifados é com essa minha participação aqui na USTR".
Flávio Bolsonaro ainda criticou a ausência de outros pré-candidatos à Presidência na audiência, como pressão para os Estados Unidos recuarem da ideia de aumentar a tributação. "Senti falta de outros pré-candidatos à Presidência da República que também tivessem se inscrito nessa audiência pública para vir aqui e defender os interesses do povo brasileiro", falou.
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