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Irã pede que França não se envolva em Ormuz e alerta contra rotas alternativas por navios

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O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã para Assuntos Internacionais e Jurídicos, Kazem Gharibabadi, alertou a França contra o envolvimento no memorando de entendimento com os EUA e em questões relacionadas ao Estreito de Ormuz.

Em publicação no X, Gharibabadi ressaltou que a retirada das minas colocadas no estreito é de responsabilidade exclusiva do Irã e não deve ser realizada "por nenhum outro país" sem autorização do regime persa, que ainda não fez qualquer sinalização neste sentido.

"A situação é sensível e complexa. Recomendamos enfaticamente que a França não a torne mais complicada com suas provocações", disse o vice-ministro iraniano, em resposta a declarações do presidente francês Emmanuel Macron sobre estar cooperando com parceiros na desminagem de Ormuz e na desescalada de tensões no Oriente Médio.

Paralelamente, Gharibabadi afirmou que o Irã está determinado a alcançar um entendimento com Omã sobre o gerenciamento do Estreito de Ormuz, em comentário à ISNA, sob o objetivo de tornar a administração uma responsabilidade dos países da costa do estreito. "Irã e Omã possuem uma visão compartilhada sobre a cobrança dos serviços providenciados em Ormuz. É uma questão fundamental e importante para Teerã", acrescentou.

Segundo a Nour News, o vice-ministro também enfatizou que o Estreito de Ormuz não voltará ao estado pré-guerra e que, mesmo que Omã não esteja interessada em cooperar, Teerã continuará em busca de um mecanismo de controle da navegação na região. "Contudo, nossa avaliação é de que há interesse de Omã para a cooperação", pontuou.

Além do pedágio, equipes omanesas e iranianas devem discutir também as rotas permitidas para passagem de embarcações nos próximos dias, enquanto montam o rascunho de uma estrutura do gerenciamento de Ormuz, apontou a Nour News.

Gharibabadi esclareceu que, durante o período estabelecido pelo memorando de entendimento com os EUA para as negociações de paz, embarcações só poderão atravessar o Estreito de Ormuz pelas rotas permitidas pelo Irã.

"Teerã não aceitará caminhos alternativos", disse ele, segundo a Nour. "Estamos comprometidos com a passagem segura de navios, mas, se desviarem por outras rotas, vamos tomar ações para prevenir a passagem e a responsabilidade de qualquer acidente recairá sobre os próprios navios".

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