Continue lendo o artigo abaixo...
O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, cobrou nesta segunda-feira (6) que os países-membros apresentem "planos claros, concretos e críveis" para cumprir a nova meta de gastos com defesa durante a cúpula da aliança, que começa nesta terça-feira, 7, em Ancara, na Turquia.
Na véspera do encontro, Rutte afirmou que os 32 integrantes precisam demonstrar como alcançarão o objetivo de destinar 5% do Produto Interno Bruto (PIB) à defesa - sendo 3,5% para despesas militares e 1,5% para infraestrutura estratégica, como estradas, pontes e portos. A Espanha apoiou a meta, mas argumentou que pode atender às exigências da Otan sem elevar os gastos a esse nível, enquanto alguns países ainda não atingiram o antigo objetivo de 2% do PIB.
Questionado sobre eventuais membros sem um plano concreto, Rutte respondeu que, "se um ou dois ainda precisarem ser convencidos, temos maneiras de fazer isso", sem detalhar quais seriam.
A reunião ocorre em meio à pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que os aliados ampliem rapidamente os investimentos em defesa. Na semana passada, o embaixador americano na Otan, Matthew Whitaker, afirmou que Trump espera que todos os integrantes "entrem imediatamente no caminho dos 5% e façam isso com urgência". Whitaker também indicou que Washington poderá adotar medidas contra os países que não aumentarem seus gastos.
Rutte afirmou que os sinais já são positivos e estimou que os aliados europeus e o Canadá investirão, juntos, US$ 258 bilhões adicionais em defesa em 2025 em relação aos anos anteriores. Ainda assim, Trump segue cobrando maior "lealdade" dos parceiros e tem criticado países que se recusaram a autorizar o uso de bases militares na campanha dos EUA e de Israel contra o Irã. O governo americano também defende a chamada "Otan 3.0", modelo em que a Europa assume maior responsabilidade por sua própria defesa.
A cúpula ocorre em meio a alertas de governos europeus sobre o risco de ataques híbridos da Rússia. A aliança deve anunciar novos projetos militares, incluindo a renovação de sua frota de aeronaves de vigilância AWACS. Em relatório divulgado nesta segunda-feira, o Mecanismo Europeu de Estabilidade (ESM) afirmou que a meta de gastos é viável, mas advertiu que o reforço da defesa financiado por dívida se tornou uma das principais questões fiscais da década. Fonte: Associated Press.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
Seja o primeiro a comentar!