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Onda de calor na Europa e nos EUA provoca mortes e incêndios florestais

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Em meio ao feriado prolongado de 4 de julho, o Serviço Meteorológico Nacional dos EUA informou, no domingo, 5, que cerca de 160 milhões de americanos estão sob alertas de calor intenso ou extremo. No mesmo dia, o comissário de Saúde de Nova Jersey, Raynard Washington, confirmou que o Estado já registrou 19 mortes supostamente relacionadas com o calor.

"Infelizmente, muitas destas pessoas foram encontradas em residências sem ar-condicionado. Algumas estavam fora de suas casas, algumas na rua e outras, inclusive, em carros estacionados", afirmou Washington.

"Este clima é extremo e perigoso... E este é o período de calor mais intenso que vimos em mais de 14 anos", disse a governadora de Nova Jersey, Mikie Sherrill.

Atlantic City, em Nova Jersey, registrou 39,4°C na quinta-feira, 2, quebrando o recorde de 37,8°C, estabelecido em 1966, de acordo com Bryan Jackson, meteorologista do Centro de Previsão do Tempo da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês). A cidade atingiu 40,5°C na sexta-feira, 3, e 41,1°C no sábado, 4.

As autoridades instaram a população a permanecer em ambientes fechados, a beber mais água do que o habitual e a buscar locais com ar-condicionado caso não tenham um aparelho em casa.

Ondas de calor mais frequentes, prolongadas e intensas evidenciam as mudanças climática. O fenômeno também impactou fortemente a Europa.

Centenas de bombeiros combatem incêndios que já consumiram mais de 20 mil hectares em Portugal, Espanha, França, Grécia e outros países.

Os incêndios se alastram em meio ao aumento das temperaturas, que já atingiram 43°C na Espanha, após as ondas de calor de maio e junho, responsáveis por pelo menos 4,7 mil mortes em todo o continente.

Na França, um incêndio que começou na noite de sábado obrigou a Volta da França, a mais tradicional e popular prova de ciclismo do mundo, a mudar de percurso e deixou 10 mil deslocados, segundo as autoridades.

Na Espanha, a onda de calor atinge o sul e o norte do país com particular intensidade e deve durar "pelo menos até quarta-feira", informou a Agência Nacional de Meteorologia (Aemet, na sigla em espanhol) nesta segunda-feira, 6. Na Catalunha, os bombeiros continuam monitorando um incêndio florestal próximo a Girona.

Em Portugal, onde quatro regiões do norte e do centro estão em alerta vermelho devido ao calor, as chamas consumiram pelo menos 13 mil hectares de vegetação em Vouzela, no norte do país, segundo as autoridades. O incêndio ainda está sendo combatido, mas "sem risco de propagação", informou a Defesa Civil.

Na Grécia, um incêndio florestal atingiu duas fábricas em Tessalônica, no norte do país, o que obrigou as autoridades a esvaziar a área ao redor e recomendar aos moradores que mantenham as janelas fechadas.

Incêndios de grandes proporções também foram relatados na ilha de Hvar, na Croácia, e em Tale, na Albânia.

A Europa registrou temperaturas recordes durante uma onda de calor em junho, o que teria sido "virtualmente impossível" sem as mudanças climáticas, segundo o grupo de cientistas World Weather Attribution.

Em 2025, a área devastada por incêndios florestais na Europa atingiu o recorde de 1.034.550 hectares. (Com agências internacionais).

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